quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Educação: de longe um grande negócio

Qual é a distância da educação? A distância até a faculdade? A distância até o professor? A distância até os livros? Ou estamos a um clique da educação?


Uma coisa deve ficar bem clara, ler dados no computador, compartilhar piadas ou frases feitas não é educação, apesar de ser também um dos caminhos para construir a cultura pessoal, não é (e nem deve ser) o único. 


A cultura do indivíduo é construída de diversas maneiras, por diversos canais, e por que negar a internet, redes sociais e computador como uma forma de adquirir cultura! 
O que não se pode admitir é que esta seja a única forma de aprendizado.


Lembrei-me disso depois que encontrei uma matéria na Exame que passou despercebida: a Kroton comprou a Unopar na maior aquisição da história da educação!

Segundo a matéria, a Kroton Educacional, empresa controlada pelo fundo americano de private equity Advent (e também dona do grupo Pitágoras) pagou 1,3 bilhão de reais para assumir o controle da Unopar. Até a compra da Unopar, o maior negócio da história do setor no Brasil havia sido a aquisição da Uniban pela Anhanguera por 510 milhões de reais.

Pois é! A educação é um grande negócio, principalmente aqui no Brasil!

E qual é o valor da educação nessa transação? 1,3 bilhão de reais! Aproximadamente oito mil reais por aluno. Depois dessa notícia cheguei até a sonhar ter recebido oito mil reais por estudante que tive ao longo de minha docência, mas ficou só no sonho, meu soldo é bem mais modesto.

O mérito desse trabalho todo é do médico jaboticabalense Marco Antonio Laffranchi e de sua esposa. A Unopar nasceu em 1972. O casal se dividia na administração da universidade: ele cuidava da área comercial, e ela, da acadêmica. Há aproximadamente nove anos, a universidade passou a investir no ensino a distância. Entre 2003 e 2011, a rede mudou de um quadro de 1 800 alunos para 145 600 (o equivalente a três vezes o número de matrículas da USP, a maior universidade pública do país).

Como o modelo de ensino a distância tem custos menores, pois os professores (mão de obra cara e de qualidade dentro das univeridades) diluem seus salários ensinando uma quantidade imensa de estudantes. Um único professor chega a lecionar para sete mil alunos ao mesmo tempo em até 399 cidades.  

O modelo é bastante simples, mas inovador. As aulas são transmitidas ao vivo, via satélite, uma vez por semana para salas espalhadas por todo o país, onde um grupo de 400 “tutores”  acompanha os estudantes pessoalmente.

A Unopar chegou  a lugares remotos, como Cametá (no Pará) e Cacequi (no Rio Grande do Sul), e criou a figura do “parceiro local”, responsável por alugar a sala de aula e atrair alunos em troca de percentagens das mensalidades.


Por outro lado, as novas regras impostas pelo Ministério da Educação colocaram um freio no crescimento do ensino a distância — a abertura de polos, por exemplo, passou a ser controlada. Na verdade é uma forma de controlar a qualidade desse tipo de ação.

Mais detalhes dessa matéria no site da Exame

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Propaganda Inteligente não tem hora nem lugar

Há algum tempo as pessoas andam comentando que a propaganda vai acabar, que não existirão mais os intervalos de trinta segundos na programação televisiva, e que os outdoors irão desaparecer. 

 

Tudo bem... isso pode até ser verdade! 

 

Mas, e agora, eu que tanto sonhei em estudar propaganda, não tenho futuro na profissão?

 

Muito pelo contrário, esse é exatamente o momento em que aqueles que sabem aproveitar, irão se destacar. 

 

Ninguém gosta de ser importunado por um comerciante chato que não para de falar sobre si mesmo ou sobre seu produto. Por outro lado, é muito agradável ouvir uma boa história, uma boa conversa, uma boa piada, ou até mesmo, um bom drama. Por isso, sou taxativo. 

 

"Propagandas inteligentes sempre terão vez nos corações dos consumidores (que não são mais passivos e poderiam até ser chamados de prossumidores)"

 

Propagandas inteligentes não são apenas fruto de uma produção individual, existem aquelas que sabem também aproveitar o que está disponível. Um exemplo recente é o fenomenal bebê risonho da campanha do Itaú.

 

Passei horas refletindo sobre a produção desse comercial, afinal é um achado de um pai (ou mãe) que percebeu o potencial da reação do filho diante de um ruído de papel rasgado. Uma filmagem desse tipo não possui ensaios nem tampouco segunda chance, afinal o ator principal pode enjoar do ruído e nunca mais reagir a ele. Deve-se capturar o momento e pronto, nada mais pode ser feito! Será?

 

Muitos me perguntaram sobre essa produção, quando encontrei essa matéria no meio e mensagem. O filme conseguiu em uma semana mais de quatro milhões de visualizações. 

 

A produção utilizou um vídeo que havia se tornado hit na internet no começo de 2011. Foram utilizados recursos de pós produção digitais que deixaram a roupa do bebê na cor laranja e o papel semelhante a extratos bancários. 

 





 

 

Na verdade eu não me lembrava desse vídeo do início de 2011, mas há muita coisa que virou hit na internet e que caiu no esquecimento, né? Aguarde o próximo post...

 

Mas se você quiser conferir, encontrei o vídeo original  da criança rindo. Não há como não morrer de rir vendo uma criança se acabando com um riso saudável toda vez que o pai rasga um pedaço de papel, confira:

      



 

Outra campanha inteligente foi compartilhada por um estudante de publicidade, trata-se de uma excelente ação no cinema. Essa ação certamente comoveu as pessoas envolvidas como marido e mulher, namorados, etc... bem como todos que se encontravam na sala do cinema. E agora com o recurso das redes sociais, ações isoladas como essas podem se espalhar pelo mundo e inspirar dezenas de outras ações.

 

Afinal, assim como toda mulher gosta de receber elogios sobre seus cabelos, todas as pessoas gostam de propagandas inteligentes, confira...