
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
A História do Mickey
Infográfico desenvolvido pelo estudante: Rodolffo Carletti (Disciplina de Produção da Imagem - UTFPR - 2013)
Brinquedos de Animação
domingo, 22 de setembro de 2013
Como medir a altura de um prédio usando um barômetro
Acho muito interessante essa história que recebi numa reunião pedagógica quando tratamos de avaliação e retirei do Instituto de Matemática e Estatística da USP.
Há muito tempo defendo que o mais importante na escola é aprender, e não tirar nota.
Há algum tempo recebi um convite de um colega para
servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma
questão de Física, que recebera nota 'zero'.
O aluno contestava tal
conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que
houvesse uma 'conspiração do sistema' contra ele. Professor e aluno
concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o
escolhido.
Chegando à sala de meu colega, li a questão da
prova, que dizia: 'Mostrar como pode-se determinar a altura de um
edifício bem alto com o auxilio de um barômetro.' A resposta do
estudante foi a seguinte:
'Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre
uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e em seguida
levante, medindo o comprimento da corda; este comprimento será
igual à altura do edifício.'
Sem dúvida era uma resposta interessante, e de
alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes
vacilei quanto ao veredito.
Recompondo-me rapidamente, disse ao
estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já
que havia respondido a questão completa e corretamente.
Entretanto, se ele tirasse nota máxima, estaria caracterizada
uma aprovação em um curso de Física, mas a resposta não
confirmava isso.
Sugeri então que fizesse uma outra tentativa
para responder a questão. Não me surpreendi quando meu colega
concordou, mas sim quando o estudante resolveu encarar aquilo que
eu imaginei lhe seria um bom desafio. Segundo o acordo, ele teria
seis minutos para responder a questão, isto após ter sido
prevenido de que sua resposta deveria mostrar, necessariamente,
algum conhecimento de Física.
Passados cinco minutos ele não havia escrito
nada, apenas olhava pensativamente para o forro da sala.
Perguntei-lhe então se desejava desistir, pois eu tinha um
compromisso logo em seguida, e não tinha tempo a perder.Mais
surpreso ainda fiquei quando o estudante anunciou que não havia
desistido.
Na realidade tinha muitas respostas, e estava
justamente escolhendo a melhor. Desculpei-me pela interrupção e
solicitei que continuasse.
No momento seguinte ele escreveu esta resposta:
'Vá ao alto do edifico, incline-se numa ponta do
telhado e solte o barômetro, medindo o tempo t de queda desde a
largada até o toque com o solo. Depois, empregando a fórmula
h = (1/2)gt^2
calcule a altura do edifício.'
Perguntei então ao meu colega se ele estava
satisfeito com a nova resposta, e se concordava com a minha
disposição em conferir praticamente a nota máxima à prova.
Concordou, embora sentisse nele uma expressão de
descontentamento, talvez inconformismo.
Ao sair da sala lembrei-me que o estudante havia
dito ter outras respostas para o problema. Embora já sem tempo,
não resisti à curiosidade e perguntei-lhe quais eram essas
respostas.
"Ah!, sim," - disse ele - "há
muitas maneiras de se achar a altura de um edifício com a ajuda
de um barômetro."
Perante a minha curiosidade e a já perplexidade
de meu colega, o estudante desfilou as seguintes explicações:
"Por exemplo, num belo dia de sol pode-se
medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra
projetada no solo. bem como a do edifício. Depois, usando uma
simples regra de três, determina-se a altura do edifício."
"Um outro método básico de medida, aliás
bastante simples e direto, é subir as escadas do edifício
fazendo marcas na parede, espaçadas da altura do barômetro.
Contando o número de marcas ter-se a altura do edifício em
unidades barométricas."
"Um método mais complexo seria amarrar o barômetro na
ponta de uma corda e balançá-lo como um pêndulo, o que permite a
determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação ao nível
da rua e no topo do edifício, tem-se dois g's, e a altura do edifício
pode, a princípio, ser calculada com base nessa diferença."
"Finalmente", concluiu, "se não
for cobrada uma solução física para o problema, existem outras
respostas. Por exemplo, pode-se ir até o edifício e bater à
porta do síndico. Quando ele aparecer; diz-se:
'Caro Sr. síndico, trago aqui um ótimo barômetro;
se o Sr. me disser a altura deste edifício, eu lhe darei o barômetro
de presente.'"
A esta altura, perguntei ao estudante se ele não
sabia qual era a resposta 'esperada' para o problema.
Ele admitiu
que sabia, mas estava tão farto com as tentativas dos
professores de controlar o seu raciocínio e cobrar respostas
prontas com base em informações mecanicamente arroladas, que
ele resolveu contestar aquilo que considerava, principalmente,
uma farsa.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
O que é ano-versário?
No dia 04 de outubro de 1852 o papa Gregório 13 determinou
que eliminemos do nosso calendário 10 dias imediatos, provavelmente, no dia
seguinte dessa promulgação os aparelhos celulares de toda população passou a
marcar o dia 15 de outubro (apesar de uma operadora que foi um pouco mais lenta
e passou uma semana para cumprir essa determinação episcopal)
O Papa Gregório 13 (escrevo em numeral pois levo muito tempo
para traduzir números romanos, mas se for mostrar para sua professora,
substitua o nº 13 por XIII) reuniu um grupo de especialistas que percebeu que o
ápice do inverno e do verão (solstício) estavam acontecendo 10 dias atrasado.
Foram quase cinco anos de discussão para determinar o novo calendário.
A partir de 1852, cada ano que marcamos em nossos documentos
temos dez dias a menos que nossos bisavós que viviam antes de 1852, é por isso
que naquela épocas as pessoas aparentemente viviam menos, pois a cada 30 anos,
a pessoa equivalia a 29 anos, aos sessenta tinha na verdade 58 (o que é uma
grande diferença para alguém de 60).
Apesar da idade, o mais importante na vida das pessoas é
aquilo que se aprende e se vive no dia a dia de sua vida (que frase redundante,
não?), mas não dependemos exatamente do dia da virada do ano que é muito
relativa, ao sabor de Júlio Cesar, do Papa Gregório ou de outrem.
De qualquer maneira, quando a data coincide, mesmo que
relativamente, com o dia de se nascimento, dizemos que o ano para essa pessoa
está mudando, o que em latim corresponderia a um ano versado, ou para os
mais íntimos, aniversário.
Mesmo apesar da relatividade dessa data, qualquer pessoa se
sente especial ao perceber que está no momento (determinado pelo papa Gregório)
em que seu ano completa uma volta.
Percebendo isso, as empresas conseguem se valorizar diante
das pessoas aproveitando esse momento especial, pelo simples fato de lhes
desejar um feliz aniversário. Não há pessoa no mundo que não se sinta
lisonjeado ao lembrarem de seu aniversário, seja as empresas, amigos, colegas
familiares, e até inimigos.
E as redes sociais estão aí para lembrar a todos nossas
datas importantes.
Feliz ano-versário!
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Ah, Lek lek lek, quero comprar um "Classe A" pra passear
Na necessidade de conseguir virulizar a qualquer preço, a Mercedez acaba apelando para o Funk. Bom, em parte eles conseguiram publicidade, afinal estou aqui perdendo meu tempo escrevendo sobre o comercial deles publicado ontem no youtube, e também escrevendo sobre Funk, enfim... Alguém saberia me explicar qual é a relação entre o público que compra o novo classe A e o Funk do Lek Lek? Ou é apenas um chicletão para ficar na cabeça.
De uma forma ou de outra, toda vez que eu vir um "Novo Classe A" pelas ruas, fatalmente essa música virá a minha cabeça, e estará diretamente associada a pessoa que dirige um carro desses.
A comunicação no canal da montadora no Youtube ainda tenta explicar “Nada melhor do que poder girar o volante de um lado para o outro e contar com toda a segurança do novo Classe A: tecnologias como o Steer Control e Adaptive Brake garantem precisão e estabilidade mesmo em condições de pista molhada”.
Ei, ei, será que não existe uma outra maneira de comunicar esses "benefícios" ao consumidor?
Enfim, vamos ver no que vai dar, afinal é difícil imaginar o target consumindo a música escolhida para o comercial, ainda que a “letra (a) venha da vontade de inovar”, como diz a assinatura.
Ainda defendo que propaganda não deve apenas chamar a atenção do consumidor, ou gravar-se na mente dele como um chicletão, mas posicionar o produto ou a marca, criar uma aspiraçnao, um desejo, comunicar um benefício, encantar, fazer ser desejado.
Enfim, o resultado dessa associação, só o tempo dirá!
PS. Se você gosta de Funk, compre um classe A, se você gosta de sertanejo universitário, compre um Camaro amarelo, agora, se você gosta de moda de viola, um fuscão preto é suficiente.
De uma forma ou de outra, toda vez que eu vir um "Novo Classe A" pelas ruas, fatalmente essa música virá a minha cabeça, e estará diretamente associada a pessoa que dirige um carro desses.
A comunicação no canal da montadora no Youtube ainda tenta explicar “Nada melhor do que poder girar o volante de um lado para o outro e contar com toda a segurança do novo Classe A: tecnologias como o Steer Control e Adaptive Brake garantem precisão e estabilidade mesmo em condições de pista molhada”.
Ei, ei, será que não existe uma outra maneira de comunicar esses "benefícios" ao consumidor?
Enfim, vamos ver no que vai dar, afinal é difícil imaginar o target consumindo a música escolhida para o comercial, ainda que a “letra (a) venha da vontade de inovar”, como diz a assinatura.
Ainda defendo que propaganda não deve apenas chamar a atenção do consumidor, ou gravar-se na mente dele como um chicletão, mas posicionar o produto ou a marca, criar uma aspiraçnao, um desejo, comunicar um benefício, encantar, fazer ser desejado.
Enfim, o resultado dessa associação, só o tempo dirá!
PS. Se você gosta de Funk, compre um classe A, se você gosta de sertanejo universitário, compre um Camaro amarelo, agora, se você gosta de moda de viola, um fuscão preto é suficiente.
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